Sem resposta do governo, policiais mantêm greve após assembleia geral

Sem resposta do governo, policiais mantêm greve após assembleia geral




Os policiais civis do Tocantins decidiram, em assembleia da categoria que terminou no início noite desta sexta-feira, 20 de março, manter a greve geral da categoria iniciada no dia 25 de fevereiro. A decisão, praticamente unânime, levou em conta a falta de resposta do governo Estado para contraproposta protocolada pelo comando de greve no final da manhã desta sexta-feira.

A assembleia geral contou com cerca de mil policiais e ocorreu em Palmas, na quadra esportiva da sede do Sinpol-TO (Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins). A assembleia também decidiu rejeitar a proposta do governo apresentada em reunião na noite de quarta-feira, 18, com o Sinpol, Defensoria Pública e MPE (Ministério Público Estadual).

Por outro lado, a assembleia decidiu que, se o governo do Estado aceitar a contraproposta do comando de greve, os policiais voltam ao trabalho imediatamente e a greve estará encerrada.

Contraproposta

Na contraproposta do comando de greve, o governo do Estado só precisará incorporar o alinhamento da carreira dos policiais civis em janeiro de 2016, já com a tabela prevista para o ano que vem. Em contrapartida, o governo estadual emitiria títulos públicos que pudessem ser descontados pelos policiais em um banco conveniado com o Estado. Esses títulos teriam o valor total do alinhamento de 2015 e ficaria a cargo do Estado fazer esse convênio com o banco.

O policial que não quisesse pagar as taxas ao banco para receber o montante do alinhamento de 2015 de uma só vez neste ano terá a opção de receber retroativamente o dinheiro do próprio governo, em 36 parcelas, com a primeira sendo paga em janeiro de 2016.

Além disso, o governo retira a ação na Justiça que contesta a greve e se compromete a não descontar o ponto dos policiais grevistas.

“Levamos em conta as dificuldades do governo nessa nossa contraproposta. Ela é respaldada por toda a nossa categoria. Se o governo quiser mesmo encerrar a greve, basta aceitá-la”, destacou o presidente do Sinpol-TO, Moisemar Marinho.

Greve

Os policiais civis do Tocantins estão em greve desde o dia 25 de fevereiro. O movimento paredista cobra o cumprimento da lei 2.851/2014, que faz o alinhamento da carreira dos policiais deixando apenas o nível superior na corporação.

A lei, resultado de oito anos de luta e negociação dos policiais com o governo do Estado, teve seus efeitos financeiros suspensos por um decreto do governador Marcelo Miranda. O alinhamento havia sido concedido aos policiais em 2007, na penúltima gestão do governador Marcelo Miranda. Porém, a regulamentação se arrastou por vários governos e só ocorreu em abril do ano passado, para ter efeitos financeiros parcelados em quatro anos a partir de janeiro de 2015.

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