CCZ divulga orientações para controle do caramujo africano

CCZ divulga orientações para controle do caramujo africano

O molusco se adapta bem aos ambientes e possui uma alta capacidade de reprodução, chegando a gerar a cada dois meses, cerca de 200 ovos

 

Devido ao período de chuvas, a Prefeitura de Araguaína orienta moradores para o controle ao caramujo africano, uma praga que afeta plantações e pode transmitir várias doenças. Nos três primeiros meses do ano, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) recebeu denúncias de locais com a presença do caramujo e, segundo a médica veterinária, Luciana Gomes, também responsável pelo Programa Municipal de Animais Peçonhentos e Sinantrópicos, o molusco se adapta bem aos ambientes e possui uma alta capacidade de reprodução.

“O animal chega a gerar cerca de 200 ovos a cada ciclo de reprodução. Além disso, eles são hermafrodita e conseguem se autorreproduzir”, disse a médica veterinária.

A única forma eficaz de combater os moluscos é recolher os animais manualmente, com as mãos protegidas como luvas ou sacolas, no início do dia ou ao final dele e colocá-los no lixo doméstico. Geralmente eles se escondem do calor do sol. “Deve-se evitar o contato com a parte mole deles, uso de pesticidas e colocá-los para coleta de lixo. O sal apenas desidrata o caramujo, não os elimina. Também não recomenda-se a quebra da sua casca, a parte dura, potencial criadouro do mosquito da dengue”, alertou ela.

A última ação das equipes do CCZ deu-se em terrenos baldios no Setor José Ferreira, em Araguaína.

Sintomas

De acordo com Luciana, a contaminação pelos animais herbívoros podem causar dores abdominais, diarreia, vômito, febre e, por ser um potencial hospedeiro, que podem causar doenças como meningite e problemas intestinais. Segundo a médica veterinária, os animais, presentes em quase todos os Estados brasileiros, também são considerados pragas agrícolas, porém não tem veneno específico ou predador natural.

De acordo com as instruções da Prefeitura, a única forma do controle é mantendo os lotes e quintais limpos. “O excesso de plantas, mato e entulho no quintal servem de criadouro para o caramujo”, aponta a veterinária. Frutas, verduras e legumes devem ser bem lavados e deixados ao menos 10 minutos de molho em solução sanitária. A responsabilidade sobre o controle desta praga é dever e obrigação de todos os cidadãos. 

Caramujo

O Caramujo Africano (Achatina fulica) é um molusco grande, terrestre, nativo do leste e nordeste da África que, quando adulto, atinge 15 cm de comprimento, 8 cm de largura e mais de 200 gramas de peso total. Foi trazido ao Brasil para ser comercializado como escargot, porém logo foi descoberto que a espécie não era comestível, já que pode transmitir dois vermes que causam doenças graves e que podem provocar perfuração intestinal e hemorragia abdominal levando até mesmo à morte.

Dúvidas

A captura dos caramujos em terrenos particulares é de responsabilidade dos próprios moradores. Em caso de dúvidas, entre em contato com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) pelos telefones 0800 646 7020 ou (63) 3415 5307.

 

(Weberson Dias/Foto: Leila Mel)



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