Municípios discutem estratégias para redução da mortalidade materno-infantil

Municípios discutem estratégias para redução da mortalidade materno-infantil

Fórum da Região Médio Norte Araguaia foi sediado em Araguaína e teve a participação de 16 Municípios

Dezesseis municípios que integram a Região Médio-Norte Araguaia participaram na manhã desta terça-feira, 25, no auditório do Cerest de Araguaína, do Fórum Perinatal da Região de Saúde de Araguaína. O objetivo do evento é discutir estratégias para redução da mortalidade materno-infantil no Estado. Segundo o Ministério da Saúde, o Tocantins está entre os Estados com maior número de óbitos. No ano passado, Araguaína teve três óbitos. A intenção é de promover um fórum em cada semestre.

Estavam presentes no fórum o superintendente de Atenção Básica de Araguaína, Murilo Bastos; a apoiadora da Rede Cegonha no Hospital Dom Orione, Goiamara Borges; a apoiadora do Ministério da Saúde da Criança, Rosemeire Aires; a coordenadora do Centro Obstétrico do HDO, enfermeira Sandra Aparecida. Além de representantes dos seguintes municípios: Aragominas, Araguanã, Babaçulândia, Barra do Ouro, Campos Lindos, Carmolândia, Filadélfia, Goiatins, Muricilândia, Nova Olinda, Pau D’Arco, Santa Fé do Araguaia, Wanderlândia, Piraquê, Xambioá e Araguaína.

Investigação de casos

De acordo com Lanna Nóbrega, que faz parte da área técnica da Rede Cegonha do Município de Araguaína, o encontro discute os estudos de casos para a investigação desses óbitos. “A gente analisa aquele estudo de caso e o investiga, para saber se foi uma causa evitável ou inevitável”, disse. “Todos os municípios da região Médio Norte Araguaia discutem os seus casos e verificam estratégias que poderiam evitar aquele óbito”, completou Lanna Nóbrega.

Segundo Maria Oneide Batista Viana, da Vigilância em Saúde do Estado, o objetivo do Fórum é melhorar as investigações dos óbitos, tentar minimizá-los, através dessas discussões com os Municípios, onde eles ocorrem. “O Fórum tem esse objetivo: de investigar as causas; porque a gente percebe que as causas são evitáveis. A gente tem hoje um estudo na Vigilância Estadual que 80% ou mais é evitável; então a gente precisa minimizar esse quantitativo, através desses fóruns”, explicou.

Recomendações

Ainda de acordo com Maria Oneide, depois do Fórum são feitas recomendações aos Municípios. “A partir das nossas discussões, as recomendações são demandadas para aquelas áreas técnicas que fazem parte da equipe de saúde, para o gestor, para o próprio Ministério da Saúde”, finalizou.

(Joselita Matos/Foto: Marcos Filho)

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