Naturatins faz balanço positivo de resgate e soltura de animais em rios tocantinenses

Naturatins faz balanço positivo de resgate e soltura de animais em rios tocantinenses

Em razão da estiagem mais severa este ano, animais da fauna tocantinense têm sofrido com a redução do nível de água nos rios, lagos e lagoas do Estado. Recentemente o resgate de pirarucus, ocorreu no município de Sandolândia, região sul do Estado, quando a equipe da regional do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), de Gurupi e parceiros como o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) e funcionários de uma fazenda da região, resgataram 20 peixes pirarucus em uma propriedade rural.

No mês agosto, considerado pela meteorologia como o mês mais castigado pela seca, foram salvos nove botos no Rio Formoso, município de Lagoa da Confusão. O resgate ocorreu em uma operação que reuniu técnicos da fauna da sede do órgão ambiental, regional da Lagoa da Confusão, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), BPMA de Gurupi e Palmas, Instituto Araguaia, uma bióloga do Museu paraense Emílio Goeldi, além de funcionários de uma fazenda local.

Ainda no mês passado, com o auxílio do BPMA e de técnicos da Regional do Naturatins, ambos de Araguaína, foram resgatados dois pirarucus no município de Maurilândia, norte do Estado. Também em agosto aconteceu o resgate de um filhote de jacaré açú, no município de Sandolândia, realizado pela equipe de fauna da sede do Naturatins, em parceria com o BPMA de Araguaína e um membro do Grupo de Pesquisa Crocodiliano e Quelônio da região Norte (Croque) da Universidade Federal do Tocantins (UFT).

Segundo a supervisora de fauna e veterinária do Instituto, Grasiela Pacheco, o primeiro resgate ocorreu há cerca de dois meses, quando foram resgatados quatro botos no Rio Formoso, município de Lagoa da Confusão. O salvamento foi feito pela equipe de fauna do Escritório Regional do Instituto daquele município.

Resgate no Pará

No mês passado, o resgate de três botos no Rio Maria, município de Floresta do Araguaia (PA), contou com a participação do Naturatins, por meio da supervisora de fauna e veterinária, Grasiela Pacheco e equipe do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). Também participaram do salvamento e soltura técnicos do Inpa, Ibama/PA e Secretaria de Meio Ambiente de Floresta do Araguaia.

Procedimentos para resgate

“Quando nos chega uma solicitação de resgate e soltura, temos que priorizar a identificação da espécie e é fundamental saber para onde esse animal será translocado”. A veterinária explicou que caso isso não ocorra, o dano poderá ser maior, tendo em vista que o local de soltura deve ser apropriado a cada espécie.

Para a supervisora de Fauna, no caso dos óbitos dos jacarés açu de Sandolândia, as mortes poderiam ser evitadas, caso o proprietário da fazenda tivesse acionado mais cedo o órgão ambiental. “Pelas fotos, vimos que alguns indivíduos estavam cobertos por barro, mas ainda havia um pouco de água. Eles são répteis resistentes, por isso alguns conseguiram fugir e provavelmente encontraram o rio. Mas outros não suportaram e morreram no local”, revelou.

A supervisora de fauna relatou a situação dos botos da região de Lagoa da Confusão, ela disse que foi feito antes um monitoramento e observado que os animais estavam sob risco de falta de água para se locomoverem e também poderiam ficar sem alimentos. “Os botos não podem ficar com o lombo fora da água. Não podem ficar um, dois dias sem água porque podem chegar a óbito. O perigo é eminente e o resgate e a soltura devem ser imediatos. Para nós, os resgates e solturas transcorreram bem e as operações foram um sucesso”, considerou.

(Tânia Caldas/Foto: Luis Carlos Pakalolo)



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