Outubro Rosa reforça importância da prevenção e do tratamento do câncer de mama

Outubro Rosa reforça importância da prevenção e do tratamento do câncer de mama

Parceiro das secretarias Municipais de Saúde, oferecendo orientação sobre prevenção e detecção precoce do câncer de mama, o Governo do Estado reforça a importância do Outubro Rosa, mês voltado para a conscientização da sociedade sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama.

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, o Tocantins registrou 240 casos de câncer de mama em 2015, e até junho deste ano, foram contabilizados 92 casos. Atualmente, 593 pacientes fazem tratamento no Hospital Regional de Araguaína (HRA) e 130 no Hospital Geral de Palmas (HGP). Segundo informações do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), para o ano de 2016, são estimados 57.960 novos casos de câncer de mama em todo o País, o que representa uma taxa de incidência de 56,2 casos por 100.000 mulheres.

Ainda segundo o Inca, a taxa de mortalidade por câncer de mama representa a primeira causa de morte por câncer na população feminina brasileira, com 12,66 óbitos/100.000 mulheres em 2013. Esses dados são um alerta e mostram a necessidade do reforço de orientação sobre a doença. “A população deve ser orientada sobre a importância da prevenção e da detecção precoce e, principalmente, as mulheres devem ter hábitos saudáveis e realizar o autoexame, além de buscar os estabelecimentos de saúde para a realização da mamografia, bem como o exame clínico das mamas”, explicou o técnico da Gerência da Rede de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer, Rodrigo Cândido de Sousa.

Dentro da política de prevenção e diagnóstico da doença, em 2015, foram realizadas, no Tocantins, 9.176 mamografias. Dessas, 4.699 foram realizadas em mulheres do público-alvo (faixa etária de 50 a 69 anos). Neste ano, de janeiro a julho, foram realizadas 5.593 mamografias, dessas 3.028 em mulheres de 50 a 69 anos.

Após a realização da mamografia, se o resultado der alterado, a paciente é encaminhada para consulta com o mastologista e, quando detectado nódulo, é realizada a biópsia. Existem dois protocolos de tratamento que dependem do estágio do tumor: o primeiro protocolo começa com a retirada da mama, chamada de mastectomia + quimioterapia + radioterapia + hormonioterapia por cinco anos. O segundo protocolo começa com quimioterapia para diminuir o tumor + cirurgia com retirada da mama + radioterapia + hormonioterapia por cinco anos.

O Estado possui duas Unidades de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), uma em Palmas (HGP) e outra em Araguaína (HRA), que contam com assistente social, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, médicos especialistas, nutricionista, odontólogo, psicólogo e técnico em enfermagem. O Serviço de Diagnóstico de Mama é oferecido em Palmas, Araguaína, Augustinópolis e Gurupi, com equipe formada por mastologista, enfermeiro e técnico em enfermagem.

Superação

Diagnosticada há pouco mais de um ano com um câncer, a autônoma Leide Pereira Nunes, de 35 anos, moradora de Mateiros relata sua história. “Percebi que, da minha mama, estava saindo um líquido branco, mas achei que era pelo fato de já ter uma filha. Passei pela unidade de saúde aqui do município, por outro médico até sentir dores e resolver procurar um mastologista, que me pediu ultrassom e mamografia, estes exames diagnosticaram um nódulo já em estado avançado e, ao fazer a biópsia, foi constatado que era maligno. Por causa disso, foi preciso retirar toda a mama”, contou.

Em decorrência da necessidade de retirar a mama, Leide faz uma alerta: “Quando perceberem que há algo errado, não parem no primeiro diagnóstico, busquem outras opiniões e insistam em ver um especialista. Se eu tivesse consultado um mastologista logo nos primeiros sintomas, com certeza eu não teria perdido uma mama e provavelmente nem seria preciso fazer quimioterapia”, desabafou, acrescentando que “graças a Deus, fiz todo o tratamento no HGP, onde fui recebida da melhor forma e não tenho do que reclamar. Já retomei minha rotina normal, reconstitui a mama e a vida continua!”, afirmou.

Prevenção

De acordo com o Inca, hábitos como: praticar atividade física, alimentar-se de forma saudável, manter o peso corporal adequado, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e amamentar podem reduzir em até 30% o risco de desenvolver câncer de mama. O Inca ainda orienta a realização do autoexame e do exame clínico das mamas a partir dos 50 anos.

Causas

Ainda segundo o Inca, não existe uma causa única para o câncer de mama e cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos. É trabalhado pelos especialistas alguns fatores de risco como: obesidade, sedentarismo, consumo de bebida alcoólica, exposição frequente a radiações ionizantes, uso de contraceptivos hormonais, histórico familiar com câncer de mama e/ou câncer de ovário.

Sintomas

Os principais sinais e sintomas do câncer de mama são: caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor; pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja; alterações no bico do peito (mamilo); pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço e saída espontânea de líquido dos mamilos.

(Aldenes Lima/Foto: Ana Paula Gomes)



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