Araguainenses discutem ações contra racismo e preconceito

Araguainenses discutem ações contra racismo e preconceito
Centenas de pessoas de vários segmentos trouxeram sugestões sobre reconhecimento, justiça, desenvolvimento e igualdade de direitos de afrodescendentes na cidade
 

 

Na tarde de ontem 26, no auditório da Universidade Federal do Tocantins (UFT), campus Cimba, centenas de pessoas de vários segmentos, discutiram políticas públicas de promoção da Igualdade Racial em reunião realizada pela Secretaria de Assistência Social, por meio da Diretoria de Políticas Públicas Setoriais. Durante o evento, escolheram 16 delegados, de Araguaína, que participarão da Conferência Estadual, prevista para 30 de novembro, em Palmas. 
 
A diretora dos direitos humanos, da Cidadania e Justiça do Estado, Suami Freitas, explicou que todas as cidades-polos participantes enviam os delegados. “São representantes da sociedade civil, Governo e Município. Os eventos já aconteceram em Porto Nacional, Gurupi, Augustinópolis e Araguaína. Faltam ainda Arraias e Dianópolis. Queremos com os encontros, que nossos irmãos negros afrodescendentes sejam cada vez mais inseridos, que possam resgatar a cidadania, para combater o racismo principalmente o institucional”, pontuou.

Igualdade Racial
Aberto ao público e com o tema central “O Brasil na década de afrodescendentes: reconhecimento, justiça, desenvolvimento e igualdade de direitos”, o evento discutiu quatro eixos que estão inclusos na campanha da Organização das Nações Unidas (ONU).
 
Eixo 1 fala sobre reconhecimento dos afrodescendentes; Eixo 2, da garantia de justiça ao afrodescendente; Eixo 3, do desenvolvimento dos afrodescentes; e Eixo 4, que aborda a discriminação múltipla ou agravada que trabalha diretamente com o racismo.

Preconceito
Dhiego Thomaz participa do movimento coletivo Flor de Pequi, criado há quatro anos e luta pelos diretos dos gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (GLBT), negros, negras e mulheres em geral. Ele contou que sofre muita descriminação, principalmente por causa do cabelo black power.
 
 “Eu recebo discriminação sempre, todos os dias. Quando eu ando na rua tem muitas piadinhas, as pessoas me olham torto quando entro em lojas por exemplo”, apontou.

Manoel Barbosa da Silva, da Associação Negra Cor, acrescentou que eventos como este vêm para contribuir com a luta das classes. “O trabalho que realizamos é como de formiguinha, temos como objetivo o enfrentamento ao racismo. E Encontros como este, são muito importantes, reunir a comunidade, professores, formadores de opinião em um só lugar para abordamos esse tema”, frisou.

Contexto
Existem aproximadamente 200 milhões de pessoas vivendo nas Américas que se identificam como afrodescendentes. Muitos mais vivem em outros lugares do mundo, fora do continente africano. No Tocantins, segundo dados divulgados em 2015 pela Secretaria Estadual de Cidadania e Justiça, 70% da população é pertencente à raça negra.

 
 
(Gláucia Mendes/Fotos: Marcos Filho)

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