Duas pessoas são diagnosticas com hanseníase após mutirão de consultas

Duas pessoas são diagnosticas com hanseníase após mutirão de consultas




Evento reuniu profissionais da saúde, no último sábado, 28, no Setor Araguaína Sul. O objetivo principal do mutirão foi o diagnóstico, tratamento e prevenção da doença que é contagiosa

 
Um mutirão de consultas realizado no último sábado, 28, marcou o encerramento da semana de capacitação do Projeto Abordagens Inovadoras para Intensificar Esforços para um Brasil Livre da Hanseníase em Araguaína. Durante o evento foram diagnosticadas duas pessoas com a doença em Araguaína. 
  
A enfermeira da Vigilância Epidemiológica do Programa Municipal de Hanseníase, Stela Lúcia Monteiro, explicou que no mutirão foram disponibilizados 19 médicos e 19 enfermeiros
. “Durante a semana e no mutirão foram atendidas 50 pessoas, duas diagnosticadas, significa que vamos evitar a doença em aproximadamente 40 pessoas, ou seja com o tratamento elas não transmitem”, explicou.

Em Araguaína, são três unidades básicas de saúde com mais registros da doença: UBS Araguaína Sul, UBS Raimundo Gomes Marinho, no Setor Maracanã, e UBS José de Souza Resende, no Setor Alto Bonito. “Embora em todos os setores há casos, o que significa que, para a doença não ser transmitida, os pacientes precisam procurar a unidade o mais rápido possível para que tenham o diagnóstico precoce e iniciem o tratamento”, frisou Stela.  
 
A enfermeira acrescentou que “o mutirão e as aulas teóricas e práticas durante a semana foram fundamental para que nossa equipe local trabalhe com mais segurança e identifique os casos. Foi muito positivo esse contato com profissionais especializados no tratamento da doença”.
 
Diagnóstico
Sebastião Alves da Silva, de 75 anos, tem muitas manchas esbranquiçadas nas costas e braços, soube do mutirão e realizou a consulta. “Eu quero saber o que são, para que eu possa tomar o remédio e ficar bom”, contou.
 
Já João Carvalho, de 42 anos, sente dores no braço e leve formigamento, relatou que fez a consulta por incentivo de um amigo. “Preciso saber o que é, se tem algo grave no meu braço ou não”, disse.
 
Projeto
Durante toda a semana, profissionais de saúde de Araguaína participaram de capacitações. Foram aproximadamente 400 pessoas, entre médicos, enfermeiros, assistente socais, psicólogos, fisioterapeutas e agentes comunitários de saúde. O evento aconteceu simultaneamente em mais 19 cidades do País, com profissionais de saúde locais e apoio do Ministério da Saúde (MS), em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).
 
A representante da Secretaria de Estado da Saúde, Regina Figueiredo, explica que é possível identificar possíveis sintomas de hanseníase. “Quanto mais cedo diagnosticar mais cedo o tratamento é iniciado, evitando sequelas. A doença infectocontagiosa tem cura, não é uma doença só de pele, ela afeta também os nervos, as pessoas vão ficando tristes. A doença é ainda marginalizada, mas, não é uma doença para se ter medo, se isolar do convívio social e familiar”, explicou.
 
O objetivo geral do projeto é a redução da doença nos 20 municípios selecionados em seis estados considerados endêmicos: Maranhão, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí e Tocantins. Em Araguaína, entre 2011 e 2016, foram diagnosticados 780 novos casos de hanseníase.

 
 
(Gláucia Mendes/Fotos: Marcos Filho)

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