Pesquisadoras da FACIT entregam Caixa Educativa sobre atendimento de pacientes autistas à Clínica Escola

Pesquisadoras da FACIT entregam Caixa Educativa sobre atendimento de pacientes autistas à Clínica Escola




O projeto é resultado do Trabalho de Conclusão de Curso de duas estudantes de Odontologia

 

Sob a orientação da professora Eliana Andrade e co-orientação da professora Amanda Mortoza, duas acadêmicas do curso de Graduação em Odontologia da Faculdade de Ciências do Tocantins – FACIT-TO entregam, nesta quinta-feira, 24, às 15 horas, no campus II da instituição (TO-222), uma Caixa Educativa aos profissionais dentistas da Clínica Escola. A proposta é fruto de um Trabalho de Conclusão de Curso das alunas Eduarda de Brito e Gilmara Ribeiro e tem o objetivo de auxiliar o tratamento odontológico de pacientes autistas.

A caixa foi criada com base no método de Análise do Comportamento Aplicada – ABA e no Sistema de Comunicação por Troca de Imagens – PECS, métodos já utilizados na comunicação com o autista e agora propostos pelas pesquisadoras ao atendimento odontológico.

“Dentro dela há brinquedos feitos com feltro, que é tipo uma almofadinha, para imitar um tipo de procedimento realizado pelo dentista. Há, por exemplo, um espelho, uma pinça, uma escova de dente, figuras do dentista e uma boquinha cheia de ‘bichinhos’ que precisa de tratamento”, detalha a professora.

Eliana destaca ainda que as manchinhas da boca são retiráveis para ilustrar sobre a higiene correta e os benefícios proporcionados pelos cuidados com a saúde bucal, quando seguidos à risca.

Com os elementos lúdicos, as pesquisadoras esperam auxiliar os profissionais dentistas a atender e conduzir um tratamento odontológico de um paciente autista com mais efetividade.

“Para o paciente autista é importante trabalhar com o lúdico para a aprendizagem dele. Como queremos que se crie o hábito de saúde bucal, é interessante utilizar esse método”, acredita a professora Eliana.

Pesquisa

Após a doação da Caixa à Clínica Escola, as pesquisadoras levarão pacientes autistas para serem atendidos, conforme o método proposto. A intenção é saber se realmente funciona, já que a literatura aponta poucos estudos neste aspecto.

“Quase não há estudos que falem sobre o método ABA no condicionamento, por isso nos interessamos em estudar esse método dentro de um consultório odontológico. Na escola, teremos a oportunidade de testar”, ressalta Eliana.

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