Câncer de mama e próstata são os mais tratados em Araguaína

Câncer de mama e próstata são os mais tratados em Araguaína




Somados, os dois tipos da doença demandaram mais de 6 mil atendimentos no HRA entre abril de 2017 e junho de 2018

 

Referência no tratamento de câncer no Estado do Tocantins, Araguaína registrou mais de 6 mil atendimentos no Hospital Regional, no período de abril de 2017 até junho de 2018. O câncer de mama e o de próstata foram os recordistas de tratamento na rede pública de saúde.

No período de pouco mais de um ano, a Oncoradium Araguaína, empresa que faz a gestão do tratamento de câncer pelo SUS na cidade, registrou 3.323 atendimentos para o câncer de mama, 2.796 para o de próstata.

“Esses são os cânceres mais incidentes, mas tratamos outros na unidade. Importante reforçar que estes números mostram o número de atendimentos. Um paciente obrigatoriamente realiza mais de um atendimento ao longo do tratamento”, explica Janaína Nasser, administradora da Oncoradium Araguaína.

O centro de tratamento do Câncer em Araguaína, via Sistema Único de Saúde, atende pacientes de toda macrorregião norte do Tocantins e de municípios do Pará e Maranhão. O diagnóstico precoce de câncer é o melhor caminho para o sucesso do tratamento e depende de toda a rede pública de saúde. 

Do diagnóstico ao tratamento

Após a constatação positiva do câncer realizada por meio da biópsia, o paciente é encaminhado da Unidade Básica de Saúde – UBS, via Sistema Nacional de Regulação – SISREG, para o Ambulatório de Oncologia. O paciente passa pela primeira consulta com o oncologista clínico e é nesta fase que acontece o planejamento de tratamento conforme sua patologia.

Em Araguaína, as modalidades de tratamento oferecidas são a quimioterapia e hormonioterapia. Para casos de radioterapia, os pacientes são referenciados para o município mais próximo que oferece o tratamento, que, no caso, é em Imperatriz, no Maranhão. Já as cirurgias são feitas dentro do HRA, sob responsabilidade direta da Secretaria de Saúde do Estado.

De acordo com a médica oncologista da Oncoradium, Dra. Ariana Luz, a frequência do tratamento e consultas varia de acordo com as condições clínicas do paciente. “Tudo é levado em conta, desde o tipo de tumor, estadiamento, se o tumor é localizado, localmente avançado ou com disseminação à distância”, explicou a médica.

O paciente é assistido de perto pela equipe de Enfermagem, Nutrição, Psicologia e Odontologia. “Atualmente não há fila de espera, tanto para novos casos de câncer, como para o seguimento dos tratamentos” destacou Ariana.

 

(Foto: João Neto)

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