Primeiro emprego e segurança emocional são desafios do Nuca em Araguaína

Primeiro emprego e segurança emocional são desafios do Nuca em Araguaína




Implantado pela Prefeitura, o Núcleo de Cidadania do Adolescente promove encontros para discutir temas como a criminalidade e hábitos saudáveis de jovens de 14 a 18 anos

 

Promover o desenvolvimento social, a segurança emocional e bons hábitos entre os jovens de 14 a 18 anos, além de combater o racismo e outros preconceitos, são os desafios a serem enfrentados pelo recém-iniciado Núcleo de Cidadania do Adolescente (Nuca) de Araguaína. Implantado pela Prefeitura em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o núcleo foi apresentado à comunidade na tarde dessa terça-feira, 30, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO).
 
O evento serve também como data de início de trabalho dos 22 jovens que vêm recebendo capacitações desde março. O Nuca ainda conta com sede própria, dentro da Secretaria Municipal de Assistência Social, com equipamentos e internet disponível. As mídias sociais do núcleo já começaram a ser abastecidas, no Facebook, no Instagram e, em breve, no Youtube.
 
Busca da transformação social
Os integrantes do Nuca têm oito objetivos, dentre eles, promover o direito e dever dos adolescentes ao primeiro emprego, e também a inclusão social para evitar a evasão escolar e incentivar a troca de saberes. O núcleo é composto por jovens de 14 a 18 anos que buscam atingir outros jovens por meio de atividades lúdicas e criativas, na internet ou presencialmente.
 
“A comunicação vai ser feita pelo jovem para o jovem. Eles têm uma linguagem própria e não adianta, nós, mais velhos, tentarmos fazer igual, eles percebem isso como algo muito forçado”, explicou o articulador do Nuca e coordenador da Assistência Social, Jhenmerson Rodrigues. “Vivemos um período difícil para economia, com muitos jovens desempregados. Por isso, quando mais cedo começar a trabalhar, mais fácil de ter uma vida estável”, completou.
 
Para o mobilizador jovem do Nuca, Luiz Henrique Cirqueira, 18 anos, que cursa o 2º ano do Ensino Médio no Instituto Federal do Tocantins (IFTO), também é intenção do Nuca atrair mais adolescentes para participar e ser um agente de transformação em sua comunidade. “Há encontros quinzenais, em que discutimos nosso foco de trabalho e como podemos trabalhar a ideia com outros jovens. Falamos desde assuntos diversos, desde criminalidade até alimentação saudável”.
 
Criatividade em ação
O Nuca vai proporcionar aos jovens um canal segmentado para divulgação da arte direcionada ao público adolescente. Por meio das mídias sociais, serão postados sarais, informações públicas, poesias, curtas-metragens e outras produções visuais e textuais. O ponto de apoio dentro da Assistência Social possui impressora, notebooks, copiadoras e internet gratuita para que os jovens usem nas atividades, além da orientação dos assistentes sociais da Secretaria.
 
Laura Kauani Miranda, 17 anos, é poetiza e uma das integrantes do Nuca. Ela diz que escreve desde criança porque gosta de colocar a vida no papel, mas até o momento guardou suas poesias pra si mesma.
 
“Eu nunca mostrei minhas poesias porque acredito que pessoas não querem escutar sobre racismo, por exemplo, elas preferem ouvir coisas bonitas do que a realidade. Mas agora, eu tenho um local para compartilhar e isso me motivou”, afirmou Laura.

 

(Marcelo Martin/Foto: Marcos Filho Sandes)

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