Campanha Janeiro Roxo alerta contra hanseníase em Araguaína

Campanha Janeiro Roxo alerta contra hanseníase em Araguaína




Unidades básicas de saúde (UBS) tem ações permanentes de busca ativa da doença contagiosa, diagnóstico e cura. Em 2018, foram identificados 189 casos

A Prefeitura de Araguaína promove durante todo o ano ação de conscientização e prevenção da hanseníase. Intensificando a luta contra a doença durante dois períodos, em novembro e a Campanha Nacional Janeiro Roxo. As UBS do Município estão preparadas para realizar o diagnóstico precoce, oferecer a cura e quebrar o preconceito por meio da educação.
 
De acordo com a enfermeira responsável pelo programa, Stella Monteiro, as ações devem durar até o mês de fevereiro. “Por conta do retorno das aulas escolares, as atividades serão estendidas até o próximo mês”, explicou. Ainda de acordo com Stella, a conscientização precisa envolver toda comunidade para quebrar a cadeia da doença.
 
Combate à hanseníase
Desde 2017, Araguaína faz parte do projeto Abordagens Inovadoras para intensificar esforços para um Brasil livre da Hanseníase, do Ministério da Saúde. O Município foi selecionado para o projeto pela disponibilidade de serviços, de profissionais e intervenção pedagógica. Há também um trabalho diferenciado em casos com pouca eficácia de remédios, enviando amostras de pele para pesquisas no Instituto Lauro de Souza Lima, em São Paulo.
 
Casos da doença
Em Araguaína, com a ampliação da área de atuação de combate e com a continua capacitação dos profissionais que contribuem com o programa, o Município registra queda no número de casos de hanseníase. De 192 em 2017 para 189 em 2018.
 
A queda é devida à descoberta de novos casos, que passaram de 71 para 107 no mesmo período citado. De acordo com a enfermeira responsável pelo programa, as novas identificações é um ponto positivo na Saúde Municipal. “A doença está lá, ela existe. Precisamos identificar para tratar”, afirmou.
 
Sinais e sintomas
A hanseníase é uma doença crônica, transmissível, de notificação compulsória e investigação obrigatória em todo território nacional. É caracterizada por infecções na pele e nervos periféricos.
 
A transmissão se dá por meio das vias aéreas superiores de uma pessoa doente sem tratamento para outra, pelo contato prolongado. O diagnóstico e o tratamento da hanseníase são ofertados pelo SUS, disponíveis nas unidades básicas de saúde.

(Marcelo Martin/Foto: Marcos Filho Sandes)

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