Crianças podem contrair até 10 infecções respiratórias por ano

Crianças podem contrair até 10 infecções respiratórias por ano




Apesar de ser uma situação considerada “natural”, o médico otorrinolaringologista Daniel Nunes alerta que algumas medidas podem prevenir essa condição

As infecções respiratórias agudas são muito comuns na infância. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 90% das infecções respiratórias em crianças é de origem viral. Para cada criança, os quadros de infecção podem se repetir de nove a 10 vezes por ano.

A desnutrição infantil e, em alguns casos, a falta de amamentação materna são fatores que tornam as crianças mais suscetíveis a desenvolverem infecções respiratórias. A rinofaringite aguda (resfriado), amigdalite, otite média e sinusite são as infecções mais comuns nas vias aéreas superiores.

De acordo com levantamento da Vigilância Ambiental da Secretaria da Saúde de Araguaína, em 2018 foram notificados 509 casos de Infecção Respiratória Aguda em crianças de até cinco anos na Unidade de Pronto Atendimento de Araguaína (UPA 24 horas). De janeiro a abril deste ano, 105 casos foram notificados na UPA.

Sintomas

O médico otorrinolaringologista, Daniel Nunes, lembra que, apesar de comuns na infância, essas infecções podem atingir pessoas de qualquer idade.

“Sintomas como febre, mal-estar, dor no peito e principalmente tosse sinalizam que o organismo precisa de cuidados. Estas infecções acompanham outros sintomas, como tosse com chiado, catarro, dor de ouvido e dor abdominal”, destaca.

Vários fatores influenciam no aparecimento dessas infecções. As principais são questões ambientais, como poluição, ingestão de alimentos com corante e conservante quando há tendência à alergia, além da permanência em ambientes sem ventilação e imunodeficiência.

Prevenção

Algumas ações podem prevenir essas infecções nas crianças. As principais são lavar os brinquedos com regularidade, não compartilhar talheres e copos, lavar as mãos com frequência, higienizar as mãos após tocar o nariz, manter o ambiente limpo e arejar a casa diariamente.

“Uma outra grande preocupação é em relação à criança doente frequentar a escola. Crianças com infecções virais podem contagiar outras antes do aparecimento de sintomas, assim como depois do desaparecimento deles. Por isso os pais devem ficar atentos a todos os sinais e procurar o quanto antes a ajuda de um médico”, afirma Daniel Nunes.

A sobrinha da enfermeira Andreia Ravelly sofre desses problemas todos os anos. “Quando há mudança de temperatura, ela fica molinha e com garganta seca. Quando esses sintomas aparecem, a gente sempre leva ela para ser atendida por um médico”, afirma.

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