Mudança nos hábitos alimentares é o principal aliado na prevenção do câncer de intestino

Mudança nos hábitos alimentares é o principal aliado na prevenção do câncer de intestino




Muitos pacientes ainda resistem à colonoscopia, principal exame para detecção precoce da doença

A estimativa para o ano de 2018 foi de 110 casos de câncer do intestino no Tocantins, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Por isso setembro traz a cor verde para chamar a atenção da sociedade para a prevenção e conscientização dessa doença, também conhecida como câncer de cólon e reto ou colorretal.

Os fatores de risco estão relacionados a dietas com muita carne e gordura animal, ao excesso de peso, a idade e doenças inflamatórias intestinais. Já os principais sintomas são o surgimento de tumor na área abdominal, dor abdominal, perda de peso e anemia.

A mudança de hábitos alimentares pode ser um forte aliado na prevenção da doença.

“Uma dieta mais rica em fibras, vegetais e vitaminas, com menos gordura animal e atividade física são exemplos de medidas para reduzir o risco”, explica o médico cirurgião oncológico da Acreditar Tocantins, Everton Lopes.

O médico ressalta também que o histórico familiar também tem importância, principalmente se algum parente de primeiro grau teve o diagnóstico de câncer colorretal antes dos 50 anos.

Prevenção 

O diagnóstico rápido da doença contribui significativamente com as chances de cura do paciente. O exame de colonoscopia é indicado para todos acima de 50 anos, quando o paciente apresenta os sintomas.

Mas Dr. Everton lembra que o preconceito com o exame ainda é um tabu. 

“Isso precisa ser superado, porque o exame é fundamental para a prevenção do câncer colorretal. Se o resultado for normal, somente será repetido a cada cinco ou 10 anos, ou se aparecerem sintomas relacionados”, lembra o especialista.

Tratamento

Para o câncer no intestino, o tratamento quase sempre é cirúrgico. A retirada desse tumor impede outras complicações que poderão surgir.

“A escolha do tipo de tratamento vai depender de cada caso. O tratamento combinado entre cirurgia, quimioterapia e radioterapia melhora em muito os resultados. Essa sequência deve ser sempre discutida em equipe oncológica multidisciplinar”, finaliza Dr. Everton.

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