Primeira cirurgia cardíaca infantil do Tocantins é realizada em Araguaína

Primeira cirurgia cardíaca infantil do Tocantins é realizada em Araguaína




Procedimento, realizado por meio de pacto entre Prefeitura e Estado, foi na manhã da última sexta-feira, 27, no Hospital Municipal Doutor Eduardo Medrado

Na manhã da última sexta-feira, 27, o Hospital Municipal Doutor Eduardo Medrado, em Araguaína, realizou com êxito a primeira cirurgia cardíaca infantil do Tocantins. O procedimento representa um marco no tratamento de cardiopatias infantis no Estado, colocando Araguaína como referência em cirurgia cardiopediátrica da região.

“A cada dia Araguaína amplia o atendimento médico hospitalar. Além de atrair médicos especialistas, forma excelentes profissionais nos dois cursos de medicina, da UFT e da Unitpac”, comentou o prefeito Ronaldo Dimas.

A intervenção envolveu uma equipe de profissionais como cirurgião cardíaco pediátrico, anestesista, perfusionista, enfermeiros, instrumentadores, dentre outros. A equipe foi comanda pelo cardiologista Dr. Arthur Henrique de Souza, cirurgião cardiovascular pediátrico, acompanhado pelo médico cardiologista João Alberto Pansani. 

“Um passo muito importante para a saúde de Araguaína e do Tocantins. É meta e determinação do prefeito Ronaldo Dimas que nosso serviço seja de excelência para a Saúde da população, e é o que buscamos, esse novo serviço no HMA é um exemplo disso”, pontuou o secretário municipal da Saúde, Jean Coutinho.

Tratamento perto de casa

Um Termo de Cooperação firmado entre Estado e Município viabilizará a partir de agora a realização do procedimento em Araguaína. A expectativa é que outros procedimentos sejam realizados a seguir, evitando a migração dos pacientes para tratamento fora do Tocantins, já que nenhum hospital público ou privado tocantinense realiza esse tipo de cirurgia.

Rhianna, de dois anos, é moradora de Paraíso do Tocantins e nasceu com má-formação no coração que foi detectada aos dois meses de idade. Com indicação cirúrgica, a menina estava cadastrada na Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade (CNRAC), aguardando uma vaga para realizar o procedimento em outros estados.

A mãe da menina, Maria Márcia Cavalcante, conta que a doença compromete seu desenvolvimento. “Ela não consegue movimentar normalmente o lado esquerdo e sente muita dor na mãozinha”, relatou.

“No mês passado, a cirurgia chegou a ser marcada aqui em Araguaína, mas não deu certo. Estávamos aguardando um chamado para Goiânia (GO), quando fomos avisados que equipe médica de lá viria nos atender aqui. Fiquei muito contente por ficar mais perto de casa”, afirmou Maria Márcia.

“Ela é uma criança muito alegre, que adora música e brincar. Embora saiba de todo o risco que uma cirurgia como essa envolve, me conforta saber que fiz uma escolha pela saúde dela, para que ela possa ter uma vida normal daqui para a frente”, finalizou a mãe.

Qualidade no atendimento

“Temos aqui alguns dos melhores profissionais em cirurgia cardiopediátrica do País, com recursos de ponta, UTI Pediátrica e todo o aparato necessário para garantir o melhor atendimento possível a estes pacientes. Aguardamos um pouco porque só faríamos com toda essa segurança”, afirmou Vinicius Menezes, gestor de assistência e qualidade do Instituto Saúde e Cidadania, que gere o HMA e mais duas unidades de saúde em Araguaína.

As cirurgias realizadas são um passo inicial de um projeto amplo de diagnósticos e tratamentos para cardiopatias congênitas no Tocantins, envolvendo cirurgias abertas, tratamentos minimamente invasivos (hemodinâmica) e acompanhamento clínico com profissionais capacitados e conectados com auxílio de tecnologia de ponta.

 

(Mara Santos/Fotos: Marcos Sandes)

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