Reta final das férias ainda exige atenção com acidentes envolvendo crianças

Reta final das férias ainda exige atenção com acidentes envolvendo crianças

Com as férias escolares chegando ao fim, muitas famílias ainda aproveitam os últimos dias de descanso em casa, parques, praias, rios, piscinas e balneários. A proximidade da volta às aulas, no entanto, não deve reduzir a atenção dos responsáveis, já que mudanças na rotina, brincadeiras e passeios podem aumentar a exposição das crianças a acidentes.

Quedas durante brincadeiras, em pula-pulas e parquinhos estão entre as ocorrências mais frequentes. Segundo Marian Mascarenhas, supervisora do Internato de Pediatria e professora assistente da Afya, nenhum ambiente deve ser considerado totalmente seguro sem o acompanhamento de um adulto.

“Não existe uma situação que exija mais ou menos atenção. Todos os acidentes são potencialmente graves, por isso a supervisão precisa ser constante, dentro e fora de casa”, orienta.

Em praias, rios e piscinas, os cuidados começam antes mesmo de a criança entrar na água. A recomendação é utilizar roupas de banho com cores chamativas, que facilitem a localização, além de colete salva-vidas adequado para a idade e o peso. Locais com correnteza forte, água escura ou profundidade incompatível com a criança devem ser evitados.

Também é importante definir claramente qual adulto será responsável pela supervisão. “Nunca se deve presumir que outra pessoa está olhando a criança sem confirmar. Boias e brinquedos infláveis não substituem a presença próxima e atenta de um responsável”, alerta Marian.

Em caso de acidente, o primeiro passo é verificar se a criança está acordada, consciente e respirando. Sangramentos podem ser comprimidos com um pano limpo, enquanto membros com suspeita de fratura devem ser mantidos imóveis até a avaliação médica. Objetos que tenham perfurado o corpo não devem ser retirados.

Nas queimaduras, a região deve ser lavada com água corrente, sem aplicação de pomadas ou produtos caseiros. Em casos de ingestão de substâncias tóxicas, não se deve provocar o vômito. A orientação é procurar atendimento imediatamente.

Caso a criança esteja desacordada ou apresente dificuldade para respirar, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência deve ser acionado pelo número 192. Perda de consciência, sangramento persistente, vômitos, sonolência excessiva, alterações de comportamento e dificuldade respiratória também exigem avaliação médica, mesmo quando o acidente aparenta pouca gravidade.

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